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Canetas emagrecedoras e suplementação: o que torna seguro um tratamento metabólico

Médico especialista em nutrologia e saúde metabólica ressalta o acompanhamento individualizado como fator de segurança para o tratamento contra o excesso de peso

O uso de medicamentos injetáveis para emagrecimento, popularmente chamados de “canetas emagrecedoras”, e de suplementos alimentares tem crescido de forma expressiva no Brasil. Em meio a essa procura, um dos temas que mais gera dúvidas é o que, de fato, torna um tratamento metabólico seguro. A data é oportuna para essa reflexão: 17 de setembro marca o Dia Mundial da Segurança do Paciente.

Segundo o médico Diego Hubner, especialista em nutrologia, medicina do estilo de vida e saúde metabólica, a segurança de um tratamento não depende exclusivamente da substância prescrita.

“Nenhum medicamento ou suplemento é seguro por si só. A segurança está na indicação adequada, na análise cuidadosa do histórico clínico do paciente e no acompanhamento ao longo de todo o processo. Sem isso, qualquer substância pode se tornar um risco”, afirma.

Diagnóstico antes da prescrição

Antes de indicar qualquer medicamento ou suplemento, o médico defende que uma investigação mais ampla precisa ser feita, considerando exames laboratoriais, composição corporal, massa muscular, sono, rotina alimentar, atividade física, contraindicações e possíveis interações com outros medicamentos.

“Não avaliamos apenas o peso na balança. Um paciente pode emagrecer e, ainda assim, perder massa muscular, prejudicar o sono ou desenvolver deficiências nutricionais. É esse conjunto de informações que orienta uma prescrição segura”, explica Hubner.

Protocolo padrão x acompanhamento individualizado

Para o médico, um dos principais riscos atuais é a busca por protocolos padronizados, aplicados da mesma forma a diferentes pacientes, sem considerar histórico individual e objetivos específicos de cada tratamento.

“Cada paciente responde de um jeito diferente a um mesmo medicamento ou suplemento. O que funciona, com segurança, para uma pessoa pode não ser adequado para outra. Por isso, protocolos genéricos, sem avaliação individualizada, aumentam o risco de efeitos adversos e de resultados que não se sustentam a longo prazo”, pondera.

Os riscos da automedicação

Hubner alerta ainda para os riscos da automedicação, das doses inadequadas e da combinação indiscriminada de substâncias, um comportamento que tem se tornado mais comum diante da facilidade de acesso a medicamentos e suplementos.

“Ajustar uma dose por conta própria ou associar substâncias sem orientação médica pode comprometer a saúde muscular, hormonal e metabólica do paciente, além de mascarar sinais que precisariam de investigação. Não existe atalho seguro quando o assunto é saúde metabólica”, reforça.

Para o médico, o caminho mais seguro segue sendo o acompanhamento clínico contínuo, com avaliação individualizada e reavaliações periódicas, evitando promessas de resultado e associações simplistas entre emagrecimento e saúde.

Diego Hubner é médico, idealizador, responsável técnico e líder clínico da Clínica Hubner, em São Paulo. Com formação em nutrologia, pós-graduação em Nutrologia da Mulher pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e aprofundamento em Medicina do Estilo de Vida pelo Hospital Israelita Albert Einstein, atua no manejo metabólico, no emagrecimento, na composição corporal, na performance e na longevidade, sempre com planejamento individualizado para cada paciente.